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O MÉTODO GDS E SEUS ARQUÉTIPOS

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QUIZ - dia 1 a 9 de julho 2015

01.07.2015

.1 julho 2015

 

QUIZ ... Vamos voltar ao homem em suas origens .... e irei estabelecer um “paralelo” com o trabalho de Carl Gustav Jung (clique para abrir o PDF do livro)

 

Nossos antepassados deixaram o registro de sua passagem pela superfície do nosso planeta. Inúmeras civilizações, diferentes culturas e uma infinidade de tradições desenvolveram-se e deram origem a diferentes modos de comunicação. Por conta disso, as capacidades de trocas relacionais entre os diferentes povos tornaram-se cada vez mais necessárias.

 

Segundo Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica, carregamos essa herança dos homens primitivos em nosso "inconsciente coletivo". Basicamente, Jung divide os conteúdos psíquicos em pessoais e coletivos. Os pessoais são adquiridos a partir das nossos próprias experiências, enquanto o coletivo, existe "à priori", uma vez que resultam de uma experiência ancestral da espécie humana. Assim sendo, estão prontos para serem concretizados por nossas vivências. Jung comparava o inconsciente coletivo ao ar, não pertence a ninguém, está em todos os lugares e pode ser respirado por todos !

 

Correlacionando os conceitos utilizados por Jung com os apresentados por Godelieve Denys Struyf, podemos entender que os três potenciais de base do Método GDS (AM, PM e PA) correspondem aos arquétipos presentes em nosso inconsciente coletivo. São três funções ancestrais que dão origem a três comportamentos fundamentais que expressam a personalidade dos indivíduos. A primeira função inata de um indivíduo corresponde à fecundidade. A função guerreira representa nosso segundo arquétipo. A última função está relacionada ao sagrado, à espiritualidade e à individualidade.

 

Essas experiências ancestrais da espécie humana, presentes em nosso inconsciente coletivo, estão prontas para serem concretizadas a partir nossas vivências. Trabalhar a estrutura ( ….. ) nos proporciona a consciência do corpo, de que estamos dentro de algo que nos contém, nos protege e nos organiza. ( ….. ), por sua vez, irá nos oferecer a nossa vivência de estrutura e de consistência. A presença do osso em nós nos garante esse verdadeiro suporte estrutural. Nossa estrutura de referência, nosso eixo vertical, é obtida por ( …… )

 

a) AP, AL, PL

b) AM, PM, AP

c) PM, PA, AM

d) AM, PM, PA

e) PA, AM, PM

 

 

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. 2 julho 2015

 

Você lembra do QUIZ CASO CLÍNICO (o prontuário era uma brincadeira … era só imprimir a folha e percorrer o melhor caminho terapêutico rsrsrssr) mas o conteúdo era sério. Perceberam isso ?

 

Só para situarmos o assunto passado … o Professor PHILIPPE CAMPIGNION aponta que as estruturas arquetípicas estão nas massas corporais, enquanto as intermassas possibilitam a adaptabilidade das massas.

Vamos desenvolver um pouco mais o conteúdo das questões arquetípicas … para em algum outro momento, falarmos de FEUDO X RESIDÊNCIA

 

Continuando …

 

A primeira função inata de um indivíduo corresponde à fecundidade. O homem cria uma base sólida e descobre a estabilidade, lugar este em que encontra a segurança, construirá seu lar e cuidará de sua família. Esse homem valorizará as tradições e todas as suas aquisições. Por ter uma ligação com a terra, seus passos serão medidos na busca de novos projetos. Maternidade é o símbolo que representa essa função que tem profunda ressonância com a atividade da cadeia AM. A pelve, por esse motivo, é a residência de estrutura psicocorporal AM.

 

A função guerreira representa nosso segundo arquétipo. O homem se projeta para a ação, para o trabalho e para a busca do conhecimento. O medo é o símbolo que representa essa função. Ter medo nos coloca em estado de prontidão frente a qualquer ameaça. O medo não deveria ter uma conotação negativa, já que levará o homem na busca do saber. Ele estará sempre pronto para aprender, para explorar e dominar o meio em que vive para não precisar se ver diante de uma nova ameaça. Essa atitude resulta de uma atividade da estrutura psicocorporal PM, que tem no tórax a sua residência. Aliás, seria apenas uma coincidência bater no peito quando conseguimos vencer nossos desafios ?

 

A última função está relacionada ao sagrado, à espiritualidade e à individualidade. O crânio, sede da intuição, é a residência da estrutura psicocorporal PA. Enquanto PM fala de um "mental" mais relacionado com o raciocínio lógico, com a cerebralidade, PA nos fala de um "mental" em sintonia com a percepção fina do que nos cerca, em um sentido mais energético, espiritualizado, intuitivo. É PA quem nos dá a noção de que somos seres absolutamente únicos, em comunhão com o universo que está em torno de nós.

 

As estruturas psicocorporais AP, PL e AL também possuem residências. AP, que é responsável pela adaptabilidade, deve transitar livremente por outras residências.

 

PERGUNTA : Se as estruturas arquetípicas estão nas massas corporais e AP deve transitar livremente por outras residências, onde AP se encontra fisico-funcionalmente ?

 

a) Passei esses anos todos depois de formado … “em culpa”. Faltei esse dia de curso !

 

b) Nas intermassas para permitir a adaptabilidade das massas. Mas a região da face é o território onde ela impera, em função da mímica facial.

 

c) Sobretudo no tronco quando se ativa na fase inspiratória. Sua ação mecânica “apaga” as curvas vertebrais colocando todas as massas corporais alinhadas ao eixo vertical.

 

Só para fechar o raciocínio. Para a residência de PL e AL, podemos citar o exemplo do pássaro. Com suas asas pode voar e chegar ao lugar mais longe possível e com suas patas será capaz de levar o alimento para o seu ninho. PL está no membro superior enquanto AL no membro inferior.

 

Tchau por hoje !!!

 

 

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. 4 de julho 2015

 

Oi Gente, estou muito ansioso com o curso de Pós-Formação no Centre de Formation Philippe Campignion - França. Agora é só piscar os olhos e … Bonjour Lori, Comment allez-vous Philippe ?

 

É uma ansiedade boa … mas quando eu me sinto assim, eu gosto de escrever. É a forma que encontrei para organizar as minhas ideias. É o meu movimento “interno”, que me coloca diante de um trampolim que me alça na direção dos meus projetos PA. Sabe aquela curvinha da lemniscata ? Então, eles estão logo alí … um centímetro antes do infinito.

 

Mas o meu “único” problema … é que eu sou persistente e bastante curioso. Se você acha isso uma qualidade, bom pra mim ! você me ajudou a confirmar o que eu já sabia. Não tenho nenhum problema de fato … rsrsrsr. Bem … pode parecer que não faço nada além de escrever no Facebook. A verdade é que utilizo parte do meu tempo livre “fuçando” artigos e livros. Gosto de imagens pois elas me inspiram.

 

Confesso que a primeira vez que vi a Mona Lisa, o que mais me emocionou foi estar diante de uma história. Afinal de contas, ela não é nem um pouco atraente e não faz o meu tipo. Acho que ela tem as pernas finas ! Em compensação, a Venus de Milo é bem mais interessante. Se ela fizesse uma escova progressiva naquele cabelinho … Ninguém na Grécia iria dar destaque ao calote que foi dado ao FMI !!! Vou revelar uma experiência interessante que aconteceu comigo. Ao ficar de costas para a Mona Lisa, me deparei com uma multidão contemplativa. A minha reação imediata foi tirar uma foto destas pessoas e observar “os olhares”. Me senti um pouco Godelieve nesse momento … tentando compreender o comportamento e as tipologias.

 

Voltando aos livros.

 

Eu gosto de saber como um autor elabora, constrói e desenvolve o seu roteiro. É claro que o conteúdo é importante, mas o que mais me intriga é a criatividade na narrativa de um assunto. Acredito que a verdadeira obra está no MAKING OF pois é onde tudo começou !!! Então, você já deve ter percebido que eu não gosto de ler best sellers tipo “A Gata Cristie” !

 

Sendo assim, hoje não vou publicar o QUIZ … nem tampouco colocarei uma brincadeira de pintura, recorte e colagem (O Jardim Secreto GDS). Nos últimos textos, mencionei um autor que não foi citado diretamente como fonte primária das pesquisas de Godelieve Denys Struyf. É importante frisar que as CADEIAS MUSCULARES E ARTICULARES GDS não se propõe a ser uma abordagem psicoterapêutica, pelo contrário, seu objetivo é abordar fundamentalmente o corpo mecânico, levando em consideração a influência do psicocomportamento. Neste sentido, teóricos como Jung (aquele que citei e anexei a bibliografia) e outros como Freud e Winnicott, podem sim, nos ajudam a compreender o funcionamento e o desenvolvimento psíquico humano, fornecendo informações importantes ao "quebra-cabeças" que tentamos sempre descobrir (ou melhor … interagir).

 

A MINHA PROPOSTA DESTA VEZ É PEDIR A SUA CONTRIBUIÇÃO. Você citará um livro que tenha alguma sintonia com os conceitos GDS !

 

Eu vou começar … O meu destaque não é o clássico da Fisiologia Articular ... Kapandji. Vou dar ênfase a um livro que foi escrito na década de 40 e ainda continua sendo uma das referências básicas nas pesquisas na área da saúde. Foi escrito por um filósofo frances que resolveu estudar medicina para compreender a relação entre o NORMAL e o PATOLÓGICO. Além disso, esse autor foi uma das grandes influências na vida e na obra de outro filósofo … Michel Foucault !

GEORGES CANGUILHEM. O normal e o Patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 5ª edição, 2000. O autor aponta que “a saúde e o adoecer são formas pelas quais a vida se manifesta”. Tanto a saúde quanto a doença encontram-se NO CAMPO DA NORMALIDADE e, por esta razão, a terapêutica deve respeitar o novo modo de vida instaurado pela doença e não forçar o indivíduo na busca do “normal”, uma vez que, cada indivíduo tem, em si mesmo, a sua concepção de saúde e as suas necessidades funcionais. Esta situação permite considerar que a ausência de doenças é privilégio de poucos. “O homem só se sente em boa saúde (...) quando se sente mais do que normal, isto é, NÃO APENAS ADAPTADO ao meio e às suas exigências, mas também normativo, capaz de se AJUSTAR as novas normas impostas pela vida” (Canguilhem, 1978 p.161).

 

Adaptabilidade e ajustamento não parecem conceitos coerentes com a visão GDS ?

 

 

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. 9 julho 2015

 

Já vi SELFIE de alunos no aeroporto. Esperem um pouquinho que eu também quero aparecer nas fotos !

Você lembra daquela sensação de ansiedade que descrevi em outro post ? Descobri a cura … um bom vinho de Bordeaux, Bourgogne ou Côtes du Rhône.

 

Bem … Antes de entrar no avião, resolvi escrever esse novo QUIZ. Trata-se de uma constatação que se sustenta em minha experiência profissional e penso que você também compartilha dessa mesma opinião. As pessoas de um modo geral não percebem seu próprio corpo !

 

Então, se as nossas CADEIAS MUSCULARES "vestem" as nossas CADEIAS ARTICULARES, vamos nos “DESPIR” momentaneamente de nossas roupas musculares, para podermos chegar aos nossos ossos.

 

Frequentemente, observo o quanto é neglicenciada a abordagem terapêutica sobre o tecido ósseo. Nos pacientes, a falta da percepção do osso como uma estrutura viva e com certo grau de elasticidade, é até certo ponto compreensível. Afinal, os pacientes e alunos nos procuram com queixas, muitas vezes associadas à ausência de uma consciência de seu próprio corpo e de seu funcionamento. Por outro lado, agora com algumas ressalvas, também verifico que muitos profissionais ainda insistem em concentrar suas condutas na "performance" mecânica e nos exercícios segmentares de FORÇA e ALONGAMENTO, como se isso criasse uma "reserva" para os nossos eventuais traumatismos e processos degenerativos.

 

Agora, você deve estar se perguntando, se o osso é tão importante para a nossa estruturação psicocorporal, por que o músculo tem tanto destaque nos trabalhos que envolvem o corpo ?

 

O que precisa ficar bem claro é que existem diferentes objetivos dentro do que chamamos atividade física. Para essa análise, devemos separar aquelas atividades que se destinam à competição, daquelas que se propõem à "saúde física e mental". Esta última, por sinal, deveria estar mais voltada a construção e valorização de uma imagem corporal, a organização mecânica e a coordenação de um gesto justo. Todavia, não é isso que acontece. A hiper-valorização de uma estética da "moda", faz a pessoa "parecer" saudável, em vez de "ser" concretamente e integralmente são. Aliás, esse tema é objeto de estudo da formação GDS no nosso CURSO DE POSTURA E MOVIMENTO. Logo anunciaremos as datas ... AGUARDEM !!!

 

Voltando ...

 

Quando solicito ao meu paciente que descreva como ele percebe sua estrutura óssea, dentro si, frequentemente o silêncio se instala no ambiente. Muito raramente, ouço que é duro e branco, quase passando uma idéia de algo "morto". Embora isso não seja verdade, mesmo assim fico contente pela verbalização de uma sensação. Agora, é possível ajudarmos a construir um novo significado a algo que teoricamente "nunca existiu" ou pelo menos, jamais revelou ter uma grande importância. O osso, na verdade, é um dos tecidos mais metabolicamente ativos do corpo, ou seja, ele é "muito" vivo.

 

É preciso que todo terapeuta não se esqueça que “O OSSO CARREGA EM SUA FORMA O TRAÇO DO MOVIMENTO QUE O MÚSCULO IMPRIME NELE”. Isso significa que o osso grava, em si, o percurso de uma vida que não é linear, nem tampouco previsível.

 

PERGUNTA: De quem é essa frase que destaquei e onde ela foi citada ?

 

a) Alexandre de Mayor no QUIZ ENIGMA DA MARCA … aquele post que você não entendeu e, por isso desistiu … ficou no meio do caminho.

 

b) Philippe Campignion em Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998. Página 48

c) Godelieve Denys Struyf em Cadeias Musculares e Articulares – O Método G.D.S. São Paulo: Summus; 1995. Página 26.

 

d) Philippe Campignion em Aspectos Biomecânicos – Cadeias Musculares e Articulares – Método G.D.S. – Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003. Página 123.

 

Sobre este assunto, deixo um convite para a leitura da dissertação de mestrado da Educadora Física Wanja de Carvalho Bastos - A epidemia de Fitness: uma questão de saúde pública (Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - Fiocruz). A autora (nossa eterna musa de Paquetá), descreve, em sua dissertação, a transformação dos hábitos e comportamentos da sociedade, uma vez que, hoje, o significado de saúde ficou reduzido à promoção, a qualquer preço, da saúde de um corpo e não do indivíduo. Tudo isso com o endosso da ciência e da mídia de massa. Vale muito a pena ler este trabalho!

 

 

 

 

 

 

 

 

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